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| Fila na lotérica do Centro |
Quem passa por uma casa lotérica na hora do almoço tem a sensação de estar participando de um evento esportivo — mais precisamente uma maratona… só que parado
A cena chama a atenção: uma longa fila se forma dentro do estabelecimento enquanto apenas dois caixas realizam atendimento. Isso mesmo — em pleno horário de pico, quando trabalhadores saem correndo do serviço para pagar contas, sacar benefícios ou fazer aquela fezinha básica. Apesar de praticamente todos os serviços estarem a disposição para todos de forma on line, grande público prefere realizar tudo pessoalmente
O resultado vira um verdadeiro teste de resistência: gente confere o relógio a cada 30 segundos, boletos são analisados como se fossem obras de arte e suspiros sincronizados já poderiam virar modalidade coletiva.
Idosos também permanecem na fila, mostrando que o atendimento prioritário, na prática, concorre na mesma categoria da sorte grande — existe, mas poucos conseguem alcançar rapidamente
Clientes relatam que, se a fila demora mais um pouco, já dá tempo de:
Pagar a conta
Vencer a conta
Renegociar a conta
E voltar para pagar de novo
Apesar do tom bem-humorado da situação, é importante destacar: a culpa não é dos funcionários. Os atendentes presentes trabalham sem parar, em ritmo acelerado, tentando dar conta da demanda. O problema, segundo usuários, está na limitação do número de caixas em funcionamento justamente no horário de maior movimento.
Na prática, os trabalhadores do guichê também participam da “maratona”, só que do outro lado do balcão — sem pausa, sem revezamento e com a pressão da fila que não para de crescer
Moradores cobram reforço no atendimento, principalmente no horário de almoço, quando o fluxo é previsível. Afinal, pagar boleto já não é divertido… e teste de paciência nunca foi serviço oferecido pela lotérica.

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