Basta chegar o período da Quaresma que as histórias começam a ganhar força — e não é força de academia, é força de arrepiar até quem diz que “não acredita nessas coisas”. É quando ressurgem os relatos do já famoso Lobisomem do Jardim Canadá
Histórias sobre lobisomens atravessam séculos no imaginário popular, mas por aqui o caso é mais “recente”… e, segundo alguns moradores, mais ativo também. Há quem jure ter ouvido uivos nas madrugadas silenciosas, daqueles que fazem até cachorro experiente pedir pra entrar. Outros garantem já ter visto o sujeito — ou a criatura — em plena transformação, aproveitando a lua cheia ou, como manda a tradição, o período da Quaresma
Muitos associam a figura do lobisomem justamente à Quaresma por ser um tempo de conversão, reflexão e penitência. Segundo a crença popular, é quando aqueles que não seguem os preceitos cristãos acabam “punidos”, carregando consigo maldições e transformações sobrenaturais. É a mistura do sagrado com o imaginário popular que dá ainda mais força às histórias — e também mais motivo pra gente voltar pra casa um pouco mais cedo… só por precaução
Folclore ou não, uma coisa é fato: as rodas de conversa são reais, animadas e sempre aparecem com um “eu não acredito, mas que aconteceu… aconteceu”. E curiosamente, nesse período, sempre tem um vizinho que some mais cedo, evita sair à noite… coincidência? O povo observa
Entre mistério, risadas discretas e aquele friozinho na espinha, segue viva a tradição oral que alimenta o nosso rico folclore brasileiro.
E fica a pergunta que não quer calar — dita em tom sério, mas com um leve sorriso no canto da boca:
Quem será, afinal, o Lobisomem do Jardim Canadá?

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